A narrativa da criança...

São de muitas evidências de reflexões e aprendizagens quando acompanhei de perto a narrativa da criança de seis anos ao realizar a gravação de sua história.
Como elas se evidenciaram? Na leitura do texto, "Tem um monstro no meio da história" (GURGEL, 2009),obtive embasamento teórico.
O vídeo "Pensamento infantil a narrativa da criança." Revista Nova Escola – Agosto 2009, forneceu subsídeos para realizar a prática da gravação narrativa.
Encontramos na narrativa da criança os elementos descritos no texto e no vídeo. Nos relatos da criança encontramos mistura de experiências vividas com as imaginárias. Ela fala misturando fatos e tudo no mesmo momento.
Posso afirmar que a história que a criança contou é uma tradução forte de experiências vividas por ela. Assim confirma-se muitas aprendizagens na análise da narrativa da criança.
A criança inventa um título, inicia dizindo "começando" tudo com muita naturalidade.
A narrativa da Laura: título da história “Da cachorrinha que arranha”.
“A minha cachorinha vive me arranhando, ii tenho até esse arranho aqui (mostra o braço), tudo foi ela. Eu vivo brincando correndo com ela daí ela vem meeee correndo junto comigo e daí ela não sabe subi na cama daí eu subo só quando minha mãe ta dulado ela sobe. Daí eu vo pro meu quarto fecho a porta posso até liga a TV e ficá em paiz sem ela porque ela late. Daí minha mãe fica dizendo pra mim Pará de fica correndo pela casa porque ela pode quebrá alguma coisa NE com as gatas. Porque tem duas gatas lá em casa agente tinha tinha dois cachorros agente vendeu um pra vó da minha prima Renata daí a gente foi lá na casa da minha tia que age que tinha um monte de cachorrinho tinha até um bem piquininho assim tinha dois piquininho tinha um todo pintadinho. A mamãe disse sabe porque minha mãe disse para eu parar de correr com ela? Porque quando ela crescê ela pode me protegê porque ela vai ser bem maiorzinha ii daí ela vai ter filhote agente vai vender os filhotinho é eu acho é até na casa da minha tia eles vão vendê os filhotes porque é ruim ficá né um monte de buldogue em casa. Mais eu acho que mei pai no Natal ou Ano Novo, não Ano Novo não né ou no meu aniversário posso ganha aqueles negócio de pintura vem um monte de papel que fica ali e agente pinta. Eu posso fazê uma pintura da Kit. A Kit (tósse e diz: “minha mãe esqueceu de me da celestamine a noite”) é a gata da Eliane foi essa que acabou de me levar pra casa. E eu tenho uma gatinha Zouve que é toda pretinha agente adotou ela tava desse tamainho assim ó. (começa a tossir e vai pegar a garrafa de água para tomar.) Laura – 6 anos – Jardim B

Projeto de Aprendizagem





Evidencias se formalizaram na apresentação do Projeto de Aprendizagem do nosso grupo com o tema Alfabetização, Existe um método mais eficaz?
https://sites.google.com/site/metodosdealfabetizacao/

O objetivo foi buscar evidências de relações entre os fundamentos da teoria e sua aplicação na prática com o intuito de levantar elementos importantes para o desenvolvimento do projeto.
Aprender mais sobre tema escolhido nos incentivou nas práticas que buscam a melhor forma de alfabetização.
Neste tema as possibilidades são de nos transformar a cada minuto e chegamos a uma conclusão "temporária", que a metodologia não é mais a questão central ou a mais impor­tante na área da alfabetização, mas quem se propõe a alfabetizar, deve ter um conhecimento básico sobre os princípios teórico-metodológicos da alfabetização, para não ter que inventar. Já não se espera que um método milagroso seja plenamente eficaz para todos. Tal receita não existe. A maioria das professoras experientes cria seu próprio caminho: a partir de um método tradicional, adapta, cria recursos e inova a prática. Há lugar para invenção e a criatividade, pois não são apenas as crianças que constroem conhecimento. Nós professores também.
Destaco a importância do domínio da prática, por meio da qual as pro­fessoras modificam, enriquecem o que aprenderam no estudo teórico, valen­do-se da experiência e da observação. Dentro dessa perspectiva devemos repetir a pergunta Existe um método mais eficaz?

Pensamento infantil...

A narrativa das crianças em fase inicial de escolarização é uma brincadeira, um faz de conta. Acontece uma mistura de ficção com realidade que obedece uma lógica interna da criança e não do adulto. No sincretismo do pensamento infantil é tudo no mesmo momento. A criança conta partes de um filme e nesse traz elementos de outras fontes, ficção e da realidade, com criatividade.
Pontos importantes do desenvolvimento da narrativa infantil encontramos no texto "Tem um monstro no meio da história" (GURGEL,2009). O discurso narrativo tem início na primeira infância através da oralidade. O pensamento infantil se estrutura no momento da fala que é uma das principais estruturas de expressão e essencial na troca comunicativa.

Alfabetização de Adultos

Pensar e re-pensar a prática de alfabetização como quem está sempre diante de uma novidade.
Para Paulo Freire a alfabetização de adultos é um ato político e um ato de conhecimento, por isso mesmo um ato criador. Enquanto ato de conhecimento e ato criador, o processo da alfabetização tem no alfabetizando o seu sujeito. Como explicar essa formação de Freire. O exemplo citado por ele é simples mas muito prático. Escrever caneta. O analfabeto é capaz de perceber, de sentir uma caneta, de dizer caneta, o que lhe falta somente é escrever caneta e consequentemente de ler caneta. "A alfabetização é a criação ou a montagem da expressão escrita da expressão oral".
Aprendizagem é um processo vivencial, não apenal intelectual, e que o universo de experiências de quem aprende, seja uma criança, um jovem ou um adulto, deve ser a fonte de significado para o que é ensinado/aprendido e para a responsabilidade a ser assumida pelo seu uso.
Referências: Freire, Paulo, A Importância do ato de Ler -São Paulo: autores associados: Cortez, 1988.

A leitura do mundo...

Considerando a alfabetização um processo que deve ao mesmo tempo resgatar e recriar a experiência vivida pelo alfabetizando, Paulo Freire teoriza e pratica uma alfabetização crítica e libertadora.
A leitura do mundo precede a leitura da palavra nos diz Paulo Freire em sua teoria.
A alfabetização é mais que o simples domínio mecânico de técnicas para escrever e ler. Implica uma autoformação da qual pode resultar uma postura atuante do homem sobre seu contexto.
Somente assim a alfabetização de adultos tem significado para o desenvolvimento: na medida em que faz do próprio esforço de progresso objeto da reflexão do analfabeto.
FREIRE, Paulo, 1921-Alfabetização: leitura da palavra leitura do mundo / Paulo Freire, Donaldo Macedo; tradução Lólio Lourenço de Oliveira. - RJ; Paz e Terra, 1990.

Planejamento de Ensino

Porque argumentar positivamente sobre o Planejamento de Ensino?
Porque ele é fundamental para o professor no processo de ensino/aprendizagem. É o processo que consiste em preparar um conjunto de ações, prevendo os meios necessários para a sua execução, visando atingir objetivos definidos:
-um processo é uma atividade que tem uma sequencia, que é constituída, que envolve muitos métodos, técnicas, passos, momentos e operações.
-um conjunto de ações são as experiências de aprendizagem que serão vivenciadas pelas crianças e o professor na construção do conhecimento.
-meios são os recursos que serão utilizados no processo, visando atingir os objetivos previstos.
A formulação dos objetivos ajuda na elaboração de estratégias de ação, além de servir de critério para se saber em que medida foram alcançados.

São evidências quando me transporto para o cotidiano escolar, sem sala de aula, sem planejamento, mas com acesso a todos os alunos do E.F.. Sou Agente Educacional Interação com o Educando, circulo no meio dos alunos valorizando situações como a falta de algum professor.

Exemplifico a situação vivênciada hoje, dia 11-09-09:
Entrei na turma de 8ªsérie, no momento sem professor, e sem falar iniciei com gestos da língua de sinais. Todos ficaram em silêncio absoluto e me observaram, alguns riram. Então questionei se alguém conhecia os sinais. Todos estavam curiosos para saber do que se tratava. Traduzi então a meu primeiro gesto. "Eu estou aprendendo Libras". Perguntei, vocês gostariam de ver como escrevo meu nome? E representei os gestos do meu nome, nesse momento um aluno que estava quieto até então mostrou que também sabia seu nome na língua de sinais. Neste momento chegou a professora de Geografia para dar a sua aula.

Falar, Ler e Escrever...

Ler e escrever é um compromisso de todas as áreas do conhecimento.
Ler é produzir sentido. Ensinar a ler é contextualizar textos.
A língua falada se rege pela variação e aprenderam a falar ouvindo-a o dia inteiro por toda parte e tentando falar como falavam as pessoas ao seu redor.
A leitura só é possível se o leitor conseguir reconstituir o texto a partir das próprias experiências.
Em nossa sociedade atual, não basta apenas dominar as técnicas de leitura e escrita, mas é necessário saber fazer uso do ler e escrever, saber responder às exigências de leitura e escrita que essa sociedade faz continuamente.
O convívio com a língua escrita pode ter como consequências as mudanças na língua oral, nas estruturas linguísticas e no vocabulário.
As evidências desse argumento são facilmente encontrados nos alunos com práticas diárias de leituras de livros, jornais, revistas, etc. Também são frequentadores assíduos da biblioteca escolar a procura de novas obras.