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A oralidade na Educação Infantil...

Para o aprendizado da leitura e da escrita é preciso fazer uma relação com a estrutura sonora de palavras ou de parte delas. No referencial teórico "Jornal Letra A-jun/jul.2005" são habilidades relacionadas à consciência fonolófica as rimas, as aliterações, consciência sintática, silábica e fonêmica. A capacidade de analisar fonemas e de relacionar esses fonemas com as "letras" que os representam, é a última que a criança tende a adquirir na aprendizagem da leitura e escrita.
Construir uma relação da prática do "Plano de Aula" contar a história dos três porquinhos com habilidades relacionadas à consciência fonológica são de reflexões e novos saberes. O referencial teórico de Marta Cuquerella - Grupo de crianças de 4 anos, onde relata as experiências vivenciadas. Marta trabalha a linguagem respeitando o nível próprio de linguagem em que se encontra cada criança e seu objetivo é colocar as crianças diante de uma situação de escrita.
Assim, contar a história, incentivar a releitura da história através de personagens com a escrita de seus nomes e construir uma história coletiva enquanto que a professora escreve o que contam também são argumentos para construir a habilidade da consciência fonológica.

A narrativa da criança...

São de muitas evidências de reflexões e aprendizagens quando acompanhei de perto a narrativa da criança de seis anos ao realizar a gravação de sua história.
Como elas se evidenciaram? Na leitura do texto, "Tem um monstro no meio da história" (GURGEL, 2009),obtive embasamento teórico.
O vídeo "Pensamento infantil a narrativa da criança." Revista Nova Escola – Agosto 2009, forneceu subsídeos para realizar a prática da gravação narrativa.
Encontramos na narrativa da criança os elementos descritos no texto e no vídeo. Nos relatos da criança encontramos mistura de experiências vividas com as imaginárias. Ela fala misturando fatos e tudo no mesmo momento.
Posso afirmar que a história que a criança contou é uma tradução forte de experiências vividas por ela. Assim confirma-se muitas aprendizagens na análise da narrativa da criança.
A criança inventa um título, inicia dizindo "começando" tudo com muita naturalidade.
A narrativa da Laura: título da história “Da cachorrinha que arranha”.
“A minha cachorinha vive me arranhando, ii tenho até esse arranho aqui (mostra o braço), tudo foi ela. Eu vivo brincando correndo com ela daí ela vem meeee correndo junto comigo e daí ela não sabe subi na cama daí eu subo só quando minha mãe ta dulado ela sobe. Daí eu vo pro meu quarto fecho a porta posso até liga a TV e ficá em paiz sem ela porque ela late. Daí minha mãe fica dizendo pra mim Pará de fica correndo pela casa porque ela pode quebrá alguma coisa NE com as gatas. Porque tem duas gatas lá em casa agente tinha tinha dois cachorros agente vendeu um pra vó da minha prima Renata daí a gente foi lá na casa da minha tia que age que tinha um monte de cachorrinho tinha até um bem piquininho assim tinha dois piquininho tinha um todo pintadinho. A mamãe disse sabe porque minha mãe disse para eu parar de correr com ela? Porque quando ela crescê ela pode me protegê porque ela vai ser bem maiorzinha ii daí ela vai ter filhote agente vai vender os filhotinho é eu acho é até na casa da minha tia eles vão vendê os filhotes porque é ruim ficá né um monte de buldogue em casa. Mais eu acho que mei pai no Natal ou Ano Novo, não Ano Novo não né ou no meu aniversário posso ganha aqueles negócio de pintura vem um monte de papel que fica ali e agente pinta. Eu posso fazê uma pintura da Kit. A Kit (tósse e diz: “minha mãe esqueceu de me da celestamine a noite”) é a gata da Eliane foi essa que acabou de me levar pra casa. E eu tenho uma gatinha Zouve que é toda pretinha agente adotou ela tava desse tamainho assim ó. (começa a tossir e vai pegar a garrafa de água para tomar.) Laura – 6 anos – Jardim B

Pensamento infantil...

A narrativa das crianças em fase inicial de escolarização é uma brincadeira, um faz de conta. Acontece uma mistura de ficção com realidade que obedece uma lógica interna da criança e não do adulto. No sincretismo do pensamento infantil é tudo no mesmo momento. A criança conta partes de um filme e nesse traz elementos de outras fontes, ficção e da realidade, com criatividade.
Pontos importantes do desenvolvimento da narrativa infantil encontramos no texto "Tem um monstro no meio da história" (GURGEL,2009). O discurso narrativo tem início na primeira infância através da oralidade. O pensamento infantil se estrutura no momento da fala que é uma das principais estruturas de expressão e essencial na troca comunicativa.

Falar, Ler e Escrever...

Ler e escrever é um compromisso de todas as áreas do conhecimento.
Ler é produzir sentido. Ensinar a ler é contextualizar textos.
A língua falada se rege pela variação e aprenderam a falar ouvindo-a o dia inteiro por toda parte e tentando falar como falavam as pessoas ao seu redor.
A leitura só é possível se o leitor conseguir reconstituir o texto a partir das próprias experiências.
Em nossa sociedade atual, não basta apenas dominar as técnicas de leitura e escrita, mas é necessário saber fazer uso do ler e escrever, saber responder às exigências de leitura e escrita que essa sociedade faz continuamente.
O convívio com a língua escrita pode ter como consequências as mudanças na língua oral, nas estruturas linguísticas e no vocabulário.
As evidências desse argumento são facilmente encontrados nos alunos com práticas diárias de leituras de livros, jornais, revistas, etc. Também são frequentadores assíduos da biblioteca escolar a procura de novas obras.

LINGUAGEM e EDUCAÇÃO

Reflexões sobre Aprendizagem, letramento.
Além da área do conhecimento da Língua Portuguesa da qual os alunos precisam dar continuidade ao que foi construído informalmente na primeira infância, ela constitui uma instância do aprender. Para dar conta de aprendizagens específicas das diferentes áreas do conhecimento necessitamos da língua materna que situa-se como produtora de sentidos para os sujeitos nas difentes práticas da vida em sociedade. A língua é então viva, dinâmica, aberta, mutável e presente nas relações sociais. A vivência plena da cidadania passa inevitavelmente pelo letramento. Para o letramento, faz-se necessário que o Direito a Educação se estenda para além de assegurar lugar na escola. O aprender deve estar plenamente enriquecido com atividades de ler e escrever realmente significativos para os aprendentes.
O cidadão pensante (reflexivo) crítico, criativo e atuante deve ser um cidadão leitor e produtor de textos ou que use seus conhecimentos linguísticos para as questões que se apresentam no cotidiano facilitando assim a vida. Cabe evidenciar que ser escolarizado não garante ser letrado.