Foco Investigativo...

Para Montessori, liberdade é uma consequência do desenvolvimento. É a construção da personalidade, alcançada pelo próprio esforço e pelas suas experiências.
A organização física da "sala de aula" respalda as relações interpessoais, onde a ação individual reflete a coletiva, propiciando o trabalho compartilhado, cooperativo e de não competição.
Com formação em Medicina, Montessori empregou um método baseado diretamente na observação do desenvolvimento e comportamento da criança com contribuições científicas.
O espírito de observação se instalou na minha prática curricular na escola do Estágio, baseada no método educacional montessoriano.
No contexto de observação e práticas muitas aprendizagens foram acrescidas na minha formação pedagógica. O momento é especial para encontrar o foco investigativo com as experiências vivenciadas na sala de aula da Agrupada II(crianças de 3 e 4anos) no estágio.
Os argumentos são as experiências com os alunos e as evidências terão o apoio do referencial teórico de Maria Montessori, criadora do método em referência, Lubienska de Lenval que trabalhou com Montessori por vários anos em Roma. Em Piaget sobre o Desenvolvimento e a Aprendizagem, Epistemologia Genética e construção do Conhecimento, etc.

Início do Semestre 2010/2

O Trabalho de Conclusão de Curso será desenvolvido na Educação Infantil no Sistema Montessori de Educação.
Evidenciou-se no estágio a verdadeira conquista na aprendizagem das crianças pela prática do silêncio. O silêncio favorece o pensamento, a aquisição de conhecimento.
O exercício para a prática do silêncio é a aula de "linha". Maria Montessori, observando as crianças andando sobre os trilhos do trem e muros, notou que esse exercício trazia as crianças grande satisfação, pelo fato de exigir um enorme domínio corporal, concentração e esforço muscular. Montessori resolveu traçar uma linha em suas salas de aula, criando uma sequencia de exercícios para o aprimoramento da atenção, da coordenação dos movimentos, da concentração e da recomposição interior.
Constatou-se na prática que esse exercício prepara a criança para as diversas atividades propostas em sala de aula realizadas com calma, harmonia e concentração.
"A lição do Silêncio tem grande valor educativo, conduz a um verdadeiro domínio de si, qualidade sem a qual não pode haver disciplina nem verdadeira liberdade". Lubienska de Lenval

Final do Estágio Curricular


























Essa experiência pretende ser uma inspiração, que teve um principal componente dentre a proposta pedagógica montessoriana, minha inteira paixão pelas crianças e pela atividade desenvolvida.
Existem alguns princípios gerais que servem de guia e que eu acredito serem universais, válidos para o desenvolvimento do ser humano, independente de sua classe social, nacionalidade ou contexto histórico. Mas o modo de aplicar praticamente esses princípios, isso deve ser obra da arte e da criatividade de cada um. Só a partir de um forte vínculo afetivo é que podemos iniciar qualquer processo educacional que vise a algo mais do que passar informações. Se queremos por nós mesmos o bem, se amamos a verdade, se procuramos a justiça, então seremos um exemplo convincente para a criança. A criança gosta de aprender e deve ser incentivada nesse gosto. Um bom educador não se improvisa, mas é resultado de longos esforços intelectuais e de um grande empenho de auto-educação.
Aristóteles declara que todo o conhecimento
humano tem origem em uma tendência básica da
natureza humana que se manifesta nas ações e
reações mais elementares do homem. Toda a
extensão da vida dos sentidos é determinada e
impregnada por essa tendência.
"Todos os homens, por natureza, desejam conhecer. Uma
indicação disso é o deleite que obtemos dos sentidos; pois estes, além de sua utilidade, são amados por si mesmos; eacima de todos os demais o sentido da visão."
Este trecho é altamente característico da concepçãodo conhecimento de Aristóteles.
Referências:
Texto: A CRISE DO CONHECIMENTO DE SI DO HOMEM
Postado no Rooda na Disciplina Filosofia da Educação em 22-04-2009.

Conteúdos a serem assimilados


Brincando com o Tato.
As crianças da Educação Infantil a Agrupada II, turma de estágio, também tem conteúdos a serem assimilados. O conteúdo da semana foi os órgãos dos sentidos. A busca no referencial teórico foi para argumentar cientificamente sobre o tipo de prática utilizada em sala de aula. Sendo uma escola montessoriana, a primeira busca foi em Montessori, que nos deixou importantes contribuições no campo pedagógico. Propôs um método que partia do concreto para o abstrato. Para a autora, o desenvolvimento necessita apenas um ambiente adequado, estimulador, uma educação ativa, na qual a criança aprende pela experiência. Para Montessori a educação da inteligência é estimulada e alcançada por meio de lições com materiais para concretizar os conteúdos a serem assimilados. As evidências citadas são das práticas com as crianças de cheirar folhas de diferentes chás e o contato direto das mãos com areia, amido, algodão e provar suco de limão e açúcar. Práticas com envolvimento e interesse das crianças, isto é, lições com materiais concretos para a assimilação dos conteúdos. Para Piaget esta é uma ação assimiladora e ao ser assimilado a criança reage construindo novos saberes. Essas transformações dos instrumentos de assimilação constituem a ação acomodadora. Assim, segundo Piaget, o aluno é um sujeito ativo cuja ação tem dupla dimensão: assimiladora e acomodadora.

Referências:
Texto: Alguns materiais propostos por Montessori
Postagem no Rooda na disciplina Didática, Planejamento e Avaliação- 2009/2

Postagem no Rooda na Disciplina Psicologia I – 2007/1
Texto: BECKER, Fernando - O que é construtivismo? Revista de Educação AEC, Brasília, v. 21, n.83, p. 7-15, abr./jun. 1992.

Diversas Atividades...

...no mesmo momento. Esta é a prática na escola montessoriana com a turma Agrupada II.

Montessori entende não apenas a atividade física, mas também a atividade mental e reflexiva. A base deste princípio é a educação ativa, na qual a criança aprende pela experiência e pela repetição sistemática. Desde muito cedo as crianças fazem exercícios,
através dos quais aprendem a dominar a si mesmas, coordenando movimentos e controlando ações.
Completando com as idéias de Piaget sobre o processo de construção do conhecimento e seguindo os delineamentos da psicologia genética, todas as tarefas supunham uma interação entre o sujeito e o objeto de conhecimento.

Disciplina: Didática, Planejamento e Avaliação – 2009/2
Texto: Alguns materiais propostos por Montessori
Postagem no Rooda em Novembro/2009.

Disciplina: Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II
Postagem no Rooda 14/03/2009 – Texto: DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM -Jean Piaget

A autonomia...




Os argumentos da semana foram de reflexão no uso do computador na sala de aula. Foi admiravel perceber a autonomia das crianças na utilização das ferramentas do programa Paint. As imagens são as evidências apresentadas nas aprendizagens.
É fundamental respeitar essa autonomia e individualidade de conhecimentos de cada criança.
Para Paulo Freire a autonomia faz parte da própria natureza educativa. "Sem ela não há ensino, nem aprendizagem." Pedagogia da Autonomia -Paulo Freire
Este contexto de experimentações me motivou para a construção de páginas individuais com as crianças.
Esta nova construção será no ritmo das crianças que tem a idade de 2 a 3 anos e conforme o interesse de cada um.

Hora do Conto...


A leitura foi do clássico "Os tres Porquinhos", história contada com duas versões diferentes. Um livro com a história tradicional que tem o lobo mau. O outro livro como se fosse uma continuidade da versão do primeiro e não tem o personagem lobo mau. O objetivo foi as crianças perceberem que a história pode ser contada de outras maneiras.
Os argumentos para a hora do conto é um momento onde o leitor se transforma, interpreta, faz entonações de voz diferente para incentivar as crianças no transporte para o universo da história. Isso ficou evidente na prática realizada dia 10 de maio com a turma de estágio, a Agrupada II.
Para uma análise realizei a leitura do texto "Encantos para Sempre" do Bloco 5 da Disciplina Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem do PEAD.
"Essas histórias sempre funcionaram como uma válvula de escape para as aflições da alma infantil e permitiram que as crianças pudessem vivenciar seus problemas psicológicos de modo simbólico, saindo mais felizes dessa experiência. Davam-lhes a certeza de que no final tudo acabava bem e todos iam ser felizes para sempre."
Foi importante a leitura do texto para argumentar sobre a teoria em relação a prática. A reação das crianças durante e logo após a leitura. A necessidade deles foi de ver as imagens do livro, pegar o livro, folhear e contar a história e a página onde ficavam mais tempo era a última, o final da história, é lá que está o final feliz.
Referências: Prática de estágio dia 10-05-2010
Texto: "Encantos para Sempre" de Ana Maria Machado - postagem no "Rooda" dia 29-10-2007